CidadesGeralMato Grosso do SulPantanal
Tendência

Bacia do Rio Paraguai, no Pantanal, registra níveis abaixo da média esperada

Serviço Geológico do Brasil indica que todos pontos de coleta de dados apresentam cotas inferiores para o mês

Os rios da Bacia do Rio Paraguai, no Pantanal, registram níveis abaixo da média esperada para o mês de fevereiro, que deveria ser a época de cheias na região que engloba Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A confirmação é do Boletim de Monitoramento Hidrológico do Serviço Geológico do Brasil. Com o deficit de chuvas, em algumas estações foram observadas cotas similares aos anos de secas extremas.

O cenário acende sinal de alerta para os próximos meses e evidencia a necessidade de ações para mitigar os impactos.

“Os níveis estão abaixo da média em todos os principais afluentes – Alto Paraguai, Cuiabá, Taquari, Miranda, Palmeiras, Aquidauana. É um mês de fevereiro que está entre os piores do histórico em alguns locais importantes da calha principal do Rio Paraguai, inclusive em Cáceres (MT) e Porto Murtinho (MS)”, explicou o pesquisador em geociências do serviço, Marcus Suassuna.

De acordo com ele, os rios Cuiabá, Miranda e Aquidauana também encontram-se com níveis abaixo da faixa de normalidade. “Não há previsão de reversão do quadro no curto ou longo prazos”, alerta.

Em Cáceres (MT), o nível chegou a 1,6 m na quinta-feira (8) e sexta-feira (9), marcou 1,72 m. A mediana para o período é de 4,2 m.

Desde 1965 é realizado o monitoramento da estação. No ano passado, nesta mesma data, estava na marca de 4 m. Em 2021, ano da mínima histórica em setembro, o rio estava na cota de 2,32 m em 8 de fevereiro.

Na estação de Porto Murtinho (MS), o rio alcançou a marca de 1,67 m na quinta (8) e, na sexta (9), chegou a 1,7 m. O nível está muito abaixo da cota mediana, de 3,3 m.

Essa marca é similar à observada em 1971, quando ocorreu a mínima histórica (0,73 m em setembro) da série que é monitorada desde 1939. Naquele ano, o rio alcançou 1,65 m, em 8 de fevereiro. No ano da mínima mais recente, em 2021, Porto Murtinho registrou 2,93 m na mesma data.

Tabela de dados do monitoramento hidrográfico da Bacia do Rio Paraguai, no Pantanal (Foto: Reprodução)
Esse cenário é resultado das chuvas abaixo da média na Bacia do Rio Paraguai. Entre outubro de 2023 e janeiro deste ano, choveu 350 mm, segundo dados do Sistema Global de Previsão em Conjunto, criado pelos Centros Nacionais de Previsão Ambiental. O esperado para o período é de 570 mm.

De acordo com o modelo de previsões, para as próximas semanas são previstos acumulados de chuva da ordem de 42 mm. Diante disso, há perspectiva de subidas graduais em Ladário (MS), Forte Coimbra (MS) e Porto Murtinho (MS).

São previstas descidas em Cáceres (MT) e Barra do Bugres (MT). Em Cuiabá (MT), os modelos indicam oscilação de nível nas próximas semanas, com previsão de inicial subida e posterior descida de nível.

CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Botão Voltar ao topo