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Preço da soja sobe, mas custos ameaçam rentabilidade

O planejamento também considera a necessidade de antecipar a soja

O mercado da soja mantém preços firmes em importantes regiões produtoras, enquanto clima, custos, logística e riscos fitossanitários começam a definir o ritmo da safra 2026/27. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul segue entre as praças mais sustentadas do Sul, apoiado pela demanda das indústrias de esmagamento, apesar das geadas que atingiram culturas de inverno, como milhotrigo e canola.

No estado, a Emater projeta redução da área de soja, mas avanço da produção total, favorecido pela menor influência de um El Niño agressivo e pela recuperação das rendas por hectare. Os preços chegam a R$ 162,00 em Rio Grande e ficam entre R$ 149,50 e R$ 151,00 em outras praças.

Em Santa Catarina, os valores permanecem sustentados pela demanda das fábricas de ração. No Paraná, Castro registra R$ 150,00 por saca, mas a falta de chuva ainda limita o início efetivo do plantio, mesmo com a largada oficial prevista para 11 de setembro.

No Mato Grosso do Sul, o custo de implantação da soja alcança R$ 5 mil por hectare, levando produtores a ampliar o uso de crédito, mercado futuro e operações de barter para reduzir riscos com insumos. Já em Mato Grosso, o frete amplia a diferença entre os preços do interior e dos portos, com spread próximo de R$ 30 por saca em algumas comparações.

Além da logística, produtores mato-grossenses acompanham o risco de mosca-branca desde a fase germinativa, fator que pode elevar os gastos com inseticidas. O planejamento também considera a necessidade de antecipar a soja para abrir espaço ao milho safrinha e ao algodão nos meses seguintes, mantendo o calendário agrícola sob atenção.

 

Agrolink – Leonardo Gottems

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