Levantamento realizado pela Secretaria de Saúde aponta que a positividade dos casos notificados de dengue vem apresentando queda progressiva nos últimos três anos. Em 2024, foram registrados 2.169 casos notificados, dos quais 1.111 foram confirmados, representando 51,22% de positividade. Já em 2025, dos 922 casos suspeitos, 320 tiveram confirmação laboratorial, equivalente a 34,71%.
Em 2026, até o momento, foram contabilizados 583 casos notificados, com 149 confirmações e 354 descartes, resultando em uma taxa de positividade de 25,56%, evidenciando uma redução contínua da proporção de casos confirmados em relação ao número de notificações. Os números mostram que, embora a vigilância continue sendo fundamental, as estratégias de combate ao mosquito e as ações educativas desenvolvidas no município têm contribuído para diminuir a circulação do vírus e evitar um cenário mais grave de transmissão.
Trabalho intensificado entre janeiro e maio de 2026
Durante os cinco primeiros meses deste ano, o Departamento de Controle de Vetores realizou uma série de atividades voltadas à eliminação dos criadouros e ao monitoramento da presença do mosquito.
Ao todo, foram efetuadas 270 visitas em pontos estratégicos, considerados locais com maior potencial para proliferação do Aedes aegypti, como ferros-velhos, borracharias e cemitérios. Esses ambientes recebem acompanhamento constante por apresentarem grande quantidade de recipientes capazes de acumular água.
As equipes também executaram ações de bloqueio químico e eliminação de focos em 770 quarteirões da cidade, com aplicação de inseticida em áreas consideradas prioritárias para impedir a disseminação do mosquito.
Outro destaque do trabalho foi a realização de 37.400 visitas domiciliares em imóveis do município. Durante as inspeções, os agentes orientaram os moradores sobre a importância da eliminação de recipientes que possam acumular água parada e identificaram possíveis focos do mosquito.
Além das ações de campo, a conscientização das crianças e adolescentes também faz parte da estratégia municipal. Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), foram promovidas palestras em creches e escolas, levando informações sobre prevenção e incentivando os estudantes a atuarem como multiplicadores das orientações em suas casas.
Projeto Ovitrampa reforça monitoramento da presença do mosquito
Outra importante ferramenta utilizada pela Secretaria de Saúde é o Projeto Ovitrampa, iniciado em março deste ano. A estratégia consiste na instalação de armadilhas específicas para monitorar a presença e a densidade populacional do Aedes aegypti.
Entre março e maio de 2026, foram coletados aproximadamente 4.100 ovos do mosquito, permitindo às equipes identificar áreas de maior incidência e direcionar as ações preventivas com maior eficiência.
O monitoramento contínuo possibilita uma resposta mais rápida e eficaz, contribuindo para evitar a proliferação do vetor e reduzir o risco de surtos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
O mosquito da dengue e suas consequências
O Aedes aegypti é responsável pela transmissão de doenças que representam importante problema de saúde pública. A dengue é a mais comum entre elas e pode provocar febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, náuseas e, em casos mais graves, hemorragias e risco de morte.
Além da dengue, o mosquito transmite a Zika, doença associada a complicações neurológicas e à microcefalia em bebês de mães infectadas durante a gestação, e a Chikungunya, que pode causar fortes dores nas articulações e deixar sequelas por meses ou até anos.
Por isso, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal arma contra essas enfermidades.
Como eliminar os focos dentro de casa
Grande parte dos criadouros do Aedes aegypti está localizada nas residências. Entre as principais medidas preventivas estão:
- Manter caixas d’água devidamente tampadas;
- Eliminar pratos sob vasos de plantas ou mantê-los com areia;
- Limpar regularmente calhas e ralos;
- Guardar pneus em locais cobertos;
- Não deixar garrafas e recipientes expostos à chuva;
- Descartar corretamente materiais que possam acumular água;
- Trocar diariamente a água dos animais;
- Manter quintais e terrenos limpos.
A adoção dessas medidas simples pode interromper o ciclo de reprodução do mosquito e evitar novos casos das doenças.
Responsabilidade compartilhada
O secretário de Saúde, Daniel Rayckson Lemos Santos, ressalta que o combate ao mosquito não é responsabilidade exclusiva do poder público. Segundo ele, a participação da população é fundamental para que os resultados alcançados sejam mantidos.
“A responsabilidade não é somente do poder público. Cada morador precisa contribuir ativamente na eliminação dos criadouros existentes em suas residências. A união entre a administração municipal e a população é essencial para mantermos a dengue sob controle e protegermos a saúde de todos”, destaca o secretário.
Objetivo das ações
As medidas desenvolvidas pela Prefeitura de Costa Rica têm como principal objetivo reduzir a proliferação do Aedes aegypti, diminuir os índices de transmissão das arboviroses e preservar a saúde da população, por meio da prevenção, da educação em saúde e da atuação contínua das equipes de vigilância.
Quem ganha com isso
Os maiores beneficiados são os próprios moradores de Costa Rica. A redução dos casos de dengue significa menos internações, menor sobrecarga nos serviços de saúde e mais qualidade de vida para toda a comunidade.
As ações também refletem diretamente na economia dos recursos públicos, permitindo que investimentos sejam direcionados para outras áreas importantes, além de proporcionar maior segurança sanitária à população.
Com trabalho permanente, monitoramento constante e participação da comunidade, Costa Rica segue fortalecendo o combate ao Aedes aegypti e consolidando uma política de prevenção que vem apresentando resultados positivos ano após ano.




