
O resultado coloca Costa Rica entre os municípios que concentram uma parcela expressiva da atividade agrícola estadual. Com o desempenho registrado, o município ficou à frente de Nova Alvorada do Sul, Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste e Campo Grande.
A posição também evidencia a dimensão econômica do campo para Costa Rica, município localizado a 339 quilômetros de Campo Grande e reconhecido pela forte presença da produção de grãos, algodão e outras atividades ligadas ao agronegócio.
Costa Rica entre os maiores produtores do Estado
O ranking estadual de 2024 ficou da seguinte maneira:
- Maracaju – R$ 2,37 bilhões
- Ponta Porã – R$ 2,04 bilhões
- Rio Brilhante – R$ 2,02 bilhões
- Dourados – R$ 1,84 bilhão
- Sidrolândia – R$ 1,83 bilhão
- Costa Rica – R$ 1,75 bilhão
- Nova Alvorada do Sul – R$ 1,62 bilhão
- Chapadão do Sul – R$ 1,60 bilhão
- São Gabriel do Oeste – R$ 1,09 bilhão
- Campo Grande – R$ 1,00 bilhão.
A diferença entre Costa Rica e o quinto colocado, Sidrolândia, foi de aproximadamente R$ 80 milhões, enquanto o valor registrado pelo município ficou cerca de R$ 750 milhões acima do registrado pela capital sul-mato-grossense.
Dourados, segunda maior cidade do Estado, apareceu na quarta posição, com R$ 1,84 bilhão.
Um setor que movimenta toda a economia
O chamado valor da produção agrícola representa uma dimensão importante da atividade econômica gerada pelas lavouras. Seus efeitos, porém, vão além das propriedades rurais.
A força do agronegócio movimenta uma cadeia que envolve produtores, trabalhadores, transportadores, revendas de máquinas e insumos, oficinas, armazenagem, comércio, prestação de serviços e arrecadação pública.
Em um município com forte vocação agropecuária como Costa Rica, o desempenho do campo também contribui para a movimentação do comércio e para a geração de oportunidades em diferentes segmentos da economia.
A própria atuação municipal tem buscado ampliar o suporte às atividades rurais, com iniciativas voltadas à agricultura, mecanização, assistência aos produtores e fortalecimento da agricultura familiar. Entre as ações desenvolvidas estão programas como o AgroRica e o Cinturão Verde, além de iniciativas de capacitação e apoio à produção.
Agro também fortalece pequenos produtores
Embora o ranking seja calculado a partir do valor da produção agrícola municipal, os reflexos do desenvolvimento rural não ficam restritos às grandes propriedades.
A expansão e diversificação das atividades agrícolas podem abrir espaço para pequenos produtores, agricultores familiares e novos empreendimentos, ampliando a circulação de renda dentro do próprio município.
Em Costa Rica, iniciativas recentes também demonstram a busca por diversificação da produção. O município vem registrando ações de incentivo à agricultura familiar e à fruticultura, com acompanhamento técnico e apoio aos produtores. Em 2026, por exemplo, produtores locais chegaram a entregar milhares de caixas de limão ao Ceasa, em uma atividade apresentada pelo município como parte do fortalecimento da fruticultura.
Roni Cota destaca importância do campo
O vice-prefeito Roni Cota, no cargo de prefeito em exercício, tem defendido a continuidade das ações de incentivo ao setor rural e à agricultura familiar. Em manifestação sobre o desenvolvimento da produção agrícola, ele destacou a importância de manter o poder público próximo de quem trabalha no campo.
“Todo grande projeto começa com um incentivo. A Prefeitura acreditou na fruticultura desde o início, oferecendo suporte técnico, acompanhamento e incentivo aos produtores. Agora estamos vendo os resultados aparecerem, e nosso compromisso é continuar ao lado de quem trabalha no campo, garantindo estrutura para que essa atividade continue crescendo.”
A declaração foi feita em referência ao desenvolvimento da fruticultura no município, mas também evidencia uma estratégia de diversificação das atividades rurais, além das grandes culturas tradicionais.
Cenário nacional teve queda em 2024
O desempenho de Costa Rica ocorreu em um ano em que o setor agrícola brasileiro enfrentou dificuldades.
Segundo os dados da PAM citados na divulgação do levantamento, o valor da produção das principais culturas agrícolas do Brasil chegou a R$ 783,2 bilhões em 2024, uma redução de 3,9% em relação a 2023. A produção de grãos caiu 7,5%, para 292,5 milhões de toneladas, enquanto o valor produzido por esse grupo recuou 17,9%, para R$ 431,2 bilhões.
Soja e milho, responsáveis por cerca de 88,7% da produção de grãos, estiveram entre as culturas mais afetadas pelas condições climáticas e pela redução dos preços.
Mesmo diante desse cenário, a área plantada no Brasil chegou a 97,3 milhões de hectares, crescimento de 1,2% sobre o ano anterior. A soja apresentou expansão de 1,8 milhão de hectares, enquanto o algodão ganhou 280,8 mil hectares. Já a área cultivada com milho diminuiu 4,9%.
Costa Rica mantém protagonismo no agro
O resultado de 2024 reforça uma característica que vem sendo observada nos levantamentos anteriores: Costa Rica permanece entre os principais municípios agrícolas de Mato Grosso do Sul.
Em levantamento referente a 2023, por exemplo, o município também havia aparecido na 6ª colocação estadual e na 49ª posição nacional em valor da produção agrícola.
Assim, os R$ 1,75 bilhão registrados em 2024 não representam apenas um número no ranking. O dado demonstra o peso que a produção rural possui na economia de Costa Rica e reforça a posição do município dentro da estrutura agropecuária de Mato Grosso do Sul.
No cenário nacional, Sorriso (MT) liderou o ranking de 2024 pelo sexto ano consecutivo, com R$ 7,1 bilhões. Os dez municípios brasileiros com os maiores valores de produção agrícola somaram, juntos, R$ 52,4 bilhões, equivalentes a 6,7% do valor total do país.
Para Costa Rica, o resultado coloca o município novamente entre os grandes protagonistas do agronegócio estadual e evidencia a relevância de políticas que estimulem produtividade, diversificação, tecnologia, infraestrutura rural, agricultura familiar e geração de renda, mantendo o campo como um dos principais motores da economia local.




